Rejeitado por mais da metade do país, o velho líder da esquerda se arrasta num governo mofado, sustentado por fiéis de gabinete e um teatro de narrativas que ninguém mais compra.
Lula está nu. A encenação acabou. O fábula se desmanchou em meio a escândalos reciclados, discursos cínicos e uma arrogância digna de imperadores decadentes. O que sobra hoje é um cacique político carcomido, falando para convertidos, isolado num palácio onde o eco das próprias palavras é confundido com aplauso popular.
A rejeição que ultrapassa os 50% nas pesquisas é só a pontinha do iceberg. A verdade é mais crua: o povo está de saco cheio. Do cinismo. Da velha retórica cansada. Da pose de vítima. Do “fascismo imaginário” que serve de cortina de fumaça para esconder incompetência, inflação, insegurança e corrupção.
Lula tenta governar um país real com fórmulas mofadas de palanque. Enquanto o brasileiro rala para botar comida na mesa, ele faz tour internacional com discurso de estadista fracassado, bajulando ditaduras, cuspindo no agro e dizendo ao pobre que “tá tudo bem”. O Brasil real sabe que não tá. E esse Brasil, Lula não representa mais.
Nem a mídia que antes lambia suas botas consegue manter o teatro. A “imprensa amiga” virou fera ferida — não por moral ou independência, mas por pura conveniência. O rei está caindo, e ninguém quer ficar abraçado ao cadáver político. O PT virou sinônimo de atraso, de máquina, de conchavo, de desrespeito ao país.
Lula virou um problema. Um estorvo. Um peso morto arrastado por uma esquerda que já não tem coragem de olhar no espelho. Um governo que fede a naftalina e a gabinetes onde o povo só entra para servir cafezinho.
A surra diária que leva da opinião pública é justa — e tardia. É o preço por achar que podia debochar da inteligência nacional. Mas o brasileiro acordou. E acordado, o Brasil olha pra Lula e não vê mais o “operário iluminado”. Vê o político velho, cercado por tudo o que prometeu combater.
Lula não decepcionou — ele apenas revelou, de novo, quem sempre foi.